quinta-feira, 24 de julho de 2014

Sweet Memories - Anos 80.



2º etapa- SP- Anos 80.

Em 1981 deixei junto no sul o sonho do vestido de prenda, as férias na fronteira, a bergamota no pé, o figo que queimava a boca, a banguela de São Sebastião do Caí e fui cair em SP, meu estado natal. Conheci outros costumes, provei outros gostos, outras brincadeiras. 

Foi então que senti o que era paixão. Meu peito batia, não, ele pulava toda vez que Macgiver entrava em cena. Ah torcia tanto para que ele se salvasse no final e por sorte ele sempre tinha tudo ali pra fazer uma bomba. Poxa!

Ficava dividida entre ele e Bruce Willis em seu papel de detetive na série “A gata e o Rato”, outro ícone dos anos 80. 








Mas quem levou a melhor no quesito paixonite juvenil foi Vincent (Ron Perlman) do seriado “A Bela e a Fera”. Não resta dúvida que a criatura nesse caso era sem dúvida alguma melhor que seu criador. (no caso o ator)

Já com sintomas de adolescente, numa cidade feita de concreto puro que é São Paulo, largamos de lado as brincadeiras de criança e fomos conhecer os famosos “Shoppings” que eram novidades lançados nas novelas e em seriados também. Barrados no Baile era prova real disso. Ah, elas ditavam sim as modas! E com o sentido de consumistas, descobrimos que para ter o LP da novela “Ti, Ti, Ti” tínhamos que batalhar. Se quiséssemos Os bailinhos da época que podíamos fazer em casa, eram ao som de: Blitz, Metrô, RPM, Klayton e Kledir, The Manhattans, Peter Cetera, Spandau ballet, Duran Duran e muitos outros por aí afora.







Passei boa parte dos meus dias de vida em São Paulo. Conhecendo culturas diferentes, consumindo culturas diferentes. Adquirindo hábitos diferentes. Na minha turma de escola tinha coreanos, chineses, árabes, italianos, portugueses. Todos com seus sotaques presentes, hábitos, jeitos. E mesmo entre tantas nações, falávamos a mesma língua quando se citava criação, educação, família: falávamos em respeito. Bastava o professor entrar na classe que a turma toda sentava. Cantávamos o hino Nacional e da cidade todos os dias, enfileirados e com a mão no ombro do colega da frente. Fazíamos festa do folclore valendo nota em Português e História pelas pesquisas. Dessa forma sabíamos exatamente o que era Bumba meu Boi, ou quem era Curupira, Saci Pererê e outros mitos e lendas. Nunca vi meu filho pesquisar a mando das escolas que ele já passou sobre isso e olha que ele sempre passa por média...

Fazíamos trabalho em grupo na casa do colega ou na escola consultando a biblioteca real. Essas forradas de livros, com cheiro de livros. Tínhamos que ter carteirinha da biblioteca municipal e valia mais pontos se fôssemos até uma para fazer o trabalho. Minha mãe e as outras mães não nos rastreavam. Ao contrário: confiavam em nossa palavra. Sabíamos onde estávamos com quem e fazendo o que. Hoje, os filhos não se reúnem mais, não existem trabalhos em grupos, idas a bibliotecas. Hoje existe internet. 
As escolas aceitam trabalhos copiados da internet desde que se de os devidos créditos da consulta (um absurdo isso). Meu filho chegou até tirar um ponto a menos num trabalho escolar simplesmente porque eu quis que ele redigisse a mão... a professora queria digitado...que diferença fazia? O que vale não era a pesquisa? O trabalho não era sobre informática... a matéria não era de informática.

Sweet Memories - Anos 70.



Embora minha época tenha sido dividida em três etapas, acho que me saí bem dentro do esperado pela minha família.

1º etapa: RS - Anos 70.

No RS éramos criados “solto das patas” como dizem por lá. Principalmente no interior do sul. Crescíamos entre cidades fronteiriças, brincando na rua, tomando banho em rio, chupando bergamota no pé, comendo manga com casca, queimando a boca com figo. Mas fora isso, brincávamos com telefone sem fio (feito com potes de iogurte e um barbante ligando-os) o vai-e-vem, aquele amarelo laranja mesmo, com alça verde, as 5 marias, peteca. Dentro de casa podíamos chamar uma coleguinha por vez para brincar de vareta, dominó, a palavra é e até mesmo um quebra-cabeça.  Depois passamos para fase egoísta, onde um apenas brinca um por vez: aquaplay, cubo mágico e elo maluco.  No fim do ano, aquele que passava de ano e já atingia os 8 anos podia então sonhar em encher a casa e os bolsos do pai com bilhetinhos apelativos: “Pai, não esqueça da minha Caloi” e ele nunca esqueceu...de nenhum dos filhos.



A vida era dividida também entre sonhos e realidade. Entre um livro e outro, uma nota 9, lição de casa feito todo dia ao retorno da escola, entrega de boletins somente com a presença dos pais, víamos na única TV que a casa tinha O sítio do pica-pau amarelo. Lá ia eu embarcar nos contos de Monteiro Lobato naquele trem que passava todos os dias, as 5 da tarde.  Quem não torcia pelo herói japonês Ultraseven derrotar aqueles monstros que apareciam para acabar com tudo? Ou quem nunca sonhou em ir ao Elo Perdido e fazer companhia para Tchaca? Ou simplesmente balançar o cabelo e mexer o nariz como Sabrina a Feiticeira e Jeannie é o Gênio?




Quando nos foi permitido, assistíamos ensandecidos, uma das melhores senão a melhor minissérie sobre beleza e vaidade feminina: As Panteras! Ah, foi ali que descobri o poder da palavra “não!”, pois eu queria muito ter um batom da Farrah Fawcett, por anos seguintes, elas ditaram a moda entre cabelos, maquiagens e foram sinônimos da independência feminina. Mas meu sonho não se resumia em ser uma das “panteras” não! Eu queria mais, queria voar direto para Ilha da Fantasia e desvendar antes mesmo de Ricardo Montalban e Tatu os crimes que rondavam aquela ilha paradisíaca.

Era proibido ver Dancin Days, mas eu cheguei a usar sim aquelas meias que brilhavam na tela da TV.

Nessa mesma época, os jingles comerciais incendiavam a TV e entravam na mente da gente com maior facilidade. Não tinha como não sair cantarolando “Apanho um sabonete pego uma canção e vou cantando sorridente. Duchas corona um banho de alegria num mundo de água quente...” 

Ou

 “Roda, roda, roda baleiro, atenção! Quando o baleiro parar ponha a mão! Pegue a bala mais gostosa do planeta, não deixe que a sorte se intrometa...https://www.youtube.com/watch?v=IptSDxS248c

Eu quase quebrava o orçamento familiar querendo que minha mãe comprasse o café seleto. “... na hora de tomar café, é o café seleto, que a mamãe prepara com todo o carinho...” e eu nem tomava café puro....




























quarta-feira, 2 de julho de 2014

Um brinde a saúde. Um brinde a educação, um brinde ao Galvão...




Feio de ver e saber que o povo brasileiro não tem educação ao vaiar o hino da seleção chilena. Tão feio é ver a forma como são deixados os estádios (reflexão momento copa!) cheios de lixos, banheiros quebrados. Chegaram a apedrejar uma cantina por não ter mais comida...Mas como exigir educação do povo se não temos mais quem nos eduque? Todos aqui sabem que não só o Japão como em outros países de primeiro mundo, investem muito em educação. E não foi dificuldade alguma para os japoneses ao final do jogo entre Japão e Grécia, saírem juntando o lixo por eles ali deixados. Claro que foi surpresa para nós! Um povo sem educação alguma, sem segurança, sem saúde...


As palavras ditas pelo narrador Galvão Bueno nesta semana marcaram não só a mim como milhares de brasileiros que em meios aos sons de suas vuvuzelas, aos goles de cerveja empolgados pelo jogo entre Brasil e Chile e os gritos dos torcedores anônimos foram ouvidas de uma só vez, descendo como num gole seco. Crente que o nosso povo não daria ouvidos ao seu comentário de mau gosto, mas o povo ouviu sim e deixou sua indignação vazar nas redes sociais.  Mesmo depois de “superados-esquecidos” os comentários de Pelé e Ronaldo o fenômeno falando a respeito de saúde.

Mas o que me choca mesmo é uma pessoa levar horas na fila do SUS pra ser atendido, meses. O que choca é ver a quantidade de pessoas que se submetem a enfrentar fila, a brigar por uma senha, muitas vezes conquistadas a unha, porque  o médico do posto só atende 10 ao dia. 

A saúde privada não está melhor que isso não! Fui acompanhar uma amiga a uma clínica particular de tratamento ao câncer em Niterói chamada Oncomed. Minha amiga tem plano de saúde (nem sei se posso dizer graças a Deus pela forma como andam os planos...) e fora a uma consulta agendada com 2 meses de antecedência pela clínica, essas consultas  de rotina, pois ali mesmo nessa clínica tratara de seu câncer. Embora tenha esquecido os exames atuais que são de praxes  como , Mamografia e Ultrassom da mama, levamos os passados e um raio-x atual.  Munidas fomos a consulta na esperança de sair da mesma forma que entramos: sem doença alguma. Com quase 1 hora de espera, não ficamos nem meia hora na sala do médico. O que poderia ser um bom sinal já que o assunto era delicado. Mas qual foi a nossa surpresa quando nos deparamos com o médico apenas auscultando seu coração? Evidente que foi tremenda! Em momento algum o medico pediu para “ver” o local, quis sequer tocar para sentir algum outro corpo estranho..procurar os gânglios linfáticos. Das duas uma: ou estávamos numa sessão espírita ou o médico tinha visão de raios-X.

Minha amiga estava com um nódulo no pulmão, e foi relatado ao médico, que pediu que ela procurasse um pneumologista. Falamos do cansaço, das dores, expomos as dúvidas mais frequentes que se possa imaginar, e ele continuou firme em sua opinião: procure um pneumo e volte em 1 ano. Quanto aos exames que nos esquecemos de levar, ele pediu por email apenas para anexar a pasta da paciente.

Outro caso interessante aconteceu comigo. Tive 2 diagnósticos logo de cara: psoríase ou câncer. Assim na bucha, a seco. E isso depois de visitado inúmeros médicos em 3 anos sem saber realmente do que se tratava. Eles né, porque não é a minha área de conhecimento, a Medicina. Mas voltando ao caso, depois da 5º consulta com essa Dra onde eu estava depositando todas as minhas esperanças, mesmo não surtindo efeito algum os tratamentos indicados por ela, a mesma explica-me que meu plano de saúde não estava repassando os valores das consultas e, não só no meu caso, mas de todas as dependentes do plano. Como não repassavam, ela não queria arcar com à custa laboratorial de um exame mais minucioso então, simplesmente fecha meu diagnóstico em CACOETE! Receitou rivotril, pronto. Pronto pra ela que nunca mais me viu. Não consigo confiar em médicos que visam apenas o paciente como mais um número no fim do dia na folha de recebimento. 


Saúde? É o que queremos por inteiro. Mas é o que ouvimos apenas quando espirramos.

Não Galvão Bueno, não é absurdo um jogador de futebol levar 1 minuto para ser atendido em campo, absurdo é o povo morrer em filas de meses, anos, esperando um tratamento, pessoas incapazes serem negadas seu direito ao auxilio doença.  Absurdo é essa A Lei Geral da Copa que concede aposentadoria especial para os jogadores – titulares ou reservas - campeões pela seleção brasileira da Copa do Mundo de 1958, 1962 e 1970. 

O auxílio será pago mensalmente pelo Ministério do Esporte para complementar a renda até que seja atingido o valor máximo do salário de benefício do Regime Geral de Previdência Social, hoje em R$ 3.691,74. Também haverá um prêmio especial para todos os ex-jogadores, pago uma única vez, no valor de R$ 100 mil.

Absurdo e vergonhoso é um país sem educação alguma, sem respeito ao seu professor, decretar feriado, férias em dias de jogo. O Brasil pára para ver a seleção entrar em campo e eu pergunto: o que ganhamos com isso? Na verdade, digo a você o que perdemos e olha que a lista será enorme, pois sei eu e mais milhões de brasileiros que de educação, saúde, você nada entende.

Absurdo Galvão é, foi e está sendo a construção milionária dos estádios para a copa, chegando a não ter utilidade alguma depois dos jogos. Sabe o que vai ser feito da Arena Amazonas?  Você sabia que o estádio Mané Garrincha, propagandeado pelo governo federal e pelo Distrito Federal como um exemplo de sucesso de público e renda, pode levar até cerca de mil anos para recuperar aos cofres do DF o valor investido na obra? 

Você sabia que governo do Amazonas ainda não sabe o que fará com a Arena da Amazônia depois que a competição acabar? A obra, orçada em R$ 605 milhões, deverá custar R$ 500 mil por mês em manutenção aos cofres públicos.  

E claro que você sabe muito mais do que eu, que nada sei de futebol, da vida dos jogadores, que quase não sei de nada sobre tudo. Sei apenas qual o meu dever pra criar sozinha uma menino de 14 anos, que estuda em escola municipal, não tem plano de saúde e depende de fonoaudióloga, psicóloga, injeção mensal contra uma alergia crônica, sem falar na alimentação controlada, em outros remédios do dia a dia  e tudo isso sai do meu bolso e não do seu. Não Galvão, eu não tenho vergonha de ser mãe, brasileira, guerreira, eu tenho vergonha sim é da falência múltipla da saúde e da educação. Isso sim me causa desespero, vergonha. Pense mais antes de falar - como se fosse possível, mas faça um esforço, em nome dos milhares de cidadãos torcedores brasileiros que escutam você ao narrar os jogos.  Por eles, em consideração a essa nação que ainda acredita que o nosso país tem jeito...pensar não custa nada. Um absurdo...

terça-feira, 24 de junho de 2014

Os sabores da minha vida.

É certo: tenho sangue gaúcho nas veias sim apesar de não ser gaúcha. Cresci entre os suculentos churrascos e a doce tentação da Ambrosia. Passei minha infância dividida entre os cafés coloniais da serra gaúcha nos fins de semana de inverno, as idas nas vinícolas gaúchas de Ijuí comendo pastel na gruta. Amava por demais as idas às vinícolas de tal forma que quase matei meus pais de desgosto afirmando que queria ser enóloga, quando crescesse. Evidente que poupei a vida deles.

Até meus 10 anos tive tudo pra perder meu medo de nadar. Em pleno verão, reuníamos os tios e primos por parte de pai e íamos quase todos nadar no Rio Uruguai (há controvérsias...). Meus avôs paternos moravam bem na fronteira numa cidadezinha chamada Quaraí. Atravessávamos a rua e já estávamos no Uruguai. Entre os pães caseiros recheados com lingüiça, cuca alemã e a famosa pizza uruguaia que minha avó fazia aos montes pra gente curtir aquele piquenique, não faltava o refrigerante Crushi, Charrua e Minuano, com avós de plantão nada era proibido...

Aos 10 anos e alguns meses, meu pai fora transferido para São Paulo. Meu estado natal e que eu era louca pra conhecer de perto. Toda a maravilha do sul ficava apenas paras as férias escolares e se passássemos de ano. 

Com bastante dificuldade e ajuda das colegas de colégio, troquei o “tu” por você e o “contigo” caía nas graças de todos. Sem falar nos excessivos “bah” que o gaúcho solta pra mostrar que está feliz, pra dizer q está triste... Quando citava meus pais, irmãos, eu falava “o pai, o mano, a mãe...” havia uma colega que volta e meia me corrigia dizendo pra assim: “Alessandra, é o Seu pai, a Sua mãe, o Seu irmão. Eles são seus, nada meus, nada nossos e nem dos outros! ok?” não entendia o porquê de tanto egoísmo....meu...e também aquele “ok”  e o tal de “putz” credo! Soava feito palavrão pra mim. Claro que descobri depois que além de ser realmente um palavrão, era a gíria entrando na veia (o que eu abomino até hoje). Então, toda aquela variedade da gastronomia simples e familiar do sul que tínhamos dos fins de semanas e férias em família, passou a ser substituído pelas Pizzas das cantinas do velho Bexiga, hot-dogs de esquina, os Motis da vizinha Judith Yoshikawa, os apimentados Aracajés das baianas da Praça da República e sem deixar de falar das maravilhosas Esfihas árabes dos milhares de árabes espalhados entre botecos, bares e restaurantes de São Paulo. E foi assim por mais de 25 anos.

Baseado nesse montante de diversidade que São Paulo oferece, tornei-me profunda admiradora da culinária árabe. Encantada realmente. Tamanho meu encantamento que volta e meia ensaio na cozinha Mjadra, Esfihas, Kibes. Sexta feira passada fiz Kafta de forno. Segundo os moradores de plantão ficou uma delícia...

Mas vamos a minha especialidade por assim dizer.

As Esfihas árabes. As de carne são as preferidas aqui em casa. Apesar de não ter nenhuma descendência árabe, meus familiares adoram quando eu faço. O forno ligado é sinônimo de casa cheia! Um ótimo motivo pra reunir a família.

Tenho uma receita que sigo rigorosamente cedida por uma colega da colônia árabe. Fácil de fazer e fica realmente deliciosa.

Mas em primeiro lugar, a que se preparar o recheio, assim dá tempo do limão cozinhar a carne.

Massa:

1 kilo de farinha de trigo especial
100 gr de fermento biológico
2 colh de sopa de açúcar
2 colh de margarina
½ copo de óleo
Sal a gosto.

Um toque especial pra massa: Quando for trabalhar com farinha, pense somente em coisas boas, nos momentos alegres, ligue uma música que lhe agrade e toque-a com carinho. Farinha nas mãos significa ouro, riqueza.

Para o recheio:

1 kilo de patinho moído 2 vezes
2 tomates ao ponto, picados com pele e sementes
2 cebolas grandes picadas
Suco de 4 limões ou mais
1 colh de pimenta síria
Sal a gosto
2 colheres bem cheias de Tahine.

Pegue a carne crua, misture a ela a cebola, o tomate, a pimenta síria, o sal e o suco dos limões. Deixe de molho por 2 horas. Depois você esprema com as mãos para tirar todo o suco. A carne passa de vermelha a um tom cinza. Não se desespere! Está certa a sua receita. Agora acrescente as 2 colheres de Tahine.
Hora de preparar a massa. Como uma massa de pão normal, mas não se esquecendo do lado de “cultuar” a farinha toda em suas mãos, não deixe a massa descansar. Quando ela estiver pronta, faça bolinhas do mesmo tamanho. Essa receita rende em média 40 Esfihas grandes, o que significa bolinhas de uns 6 cm de diâmetro.

Depois de dispostas todas, comece a abrir para rechear. Abra com o punho ou  com um cilindro, coloque o recheio bem generoso na massa e a feche feito um triângulo. Para dar um ar tradicional a sua receita, deixe a parte da “costura”, a parte que se fecha, virada para cima e não passe ovo na massa. A Esfiha não deve assar por muito tempo, em média 15 min cada fornada.

Bom proveito a todos vocês!



quinta-feira, 15 de maio de 2014

Estado Civil: FAMÍLIA!



Família, verbo: Amar, viver, perdoar, sonhar, errar, aprender, cair, levantar


Todos os dias quando eu acordo preparo com carinho e sono o café da manhã q irei tomar com mha família. Embora eu acorde meu único filho com uma frase só ” João levanta q hj tu tem curso, 7 hs!” eu sempre recebo um beijo carinhoso do meu pequeno adolescente de quase 170 cm e um bom dia dorminhoco...mas deliciosamente carinhoso.


Sigo em paz com mha rotina de mãe, dona de casa, mulher, amiga, empreendedora, companheira, enfim. Tudo q me dá forças é a mha família. E, posso dizer com categoria q a base q tenho, carrego da família q me criou. A filha do meio q um dia fui ao lado de meus irmãos, junto aos meus pais. A neta das férias escolares na casa das avós Joana e Conceição. Lembro q mha vó paterna, Dona Joana Tappes q hj está ao lado de Deus, fazia café da tarde pra nós com gosto de infância. Batia o café solúvel e fazia “gajetas” com mostarda pra mim, eu amava aquilo. Lembro do meu avô paterno, "seu João Tappes e q tbm se encontra ao lado de Deus, cantar “Chegou o General da banda êe, chegou o general da banda ea...”eu ali sentada naquelas pernas fina do meu avô. Ficava horas namorando meu avô lustrar os relógios com benzina. A casa da avó se dividia em 2 cheiros: na frente da relojoaria do avô, aquele cheiro de benzina e a casa toda dela com “alma de flores” (uso até hj para manter viva a lembrança de criança). Passávamos as férias de dezembro na casa da “Vó Joana” e lá víamos nossos tios crescerem, formarem suas famílias, tomarem seus rumos.


Hoje, na bagagem da saudade fica a lembrança da família. Ficam estórias vividas por cada um de nós q jamais serão esquecidas. Ficam mágoas, embora para uns tantos já virou página do passado, e para outros tantos fatos imperdoáveis...Ficam alegrias dos tios em pleno baile de carnaval, ficam tristezas por aborrecimentos mesquinhos, como a briga pelo melhor quarto da casa...


Família pra mim é sinônimo dos verbos amar, viver, perdoar, sonhar, errar, aprender, cair, levantar, tentar, reaprender e acima de tudo esquecer. Esquecer? Sim, as mágoas, os ressentimentos. Estamos aqui nesse plano ligados a pessoas diretamente especiais q nós carinhosamente intitulamos de familiares. É preciso aprender a viver com as diferenças uns dos outros, com os defeitos, com os erros, da mesma forma e intensidade q se vive com as virtudes, acertos, e benfeitorias particulares. 


Cada um q tomou seu rumo, n apagou sua identidade. Não mudou seu DNA. Mesmo pq, nem tem como....a nossa base, que nos liga, a nossa família, q um dia nos fez tão unidos, pode sim, mesmo em pensamentos nos unir outra vez.


Ame todo o dia sua família. Escute-a. Viva em família. Aborreça-se em família. Seja feliz com sua família. Ria, chore, cante, faça refeições juntos, perdoe, ensine, nunca deixe de escutar, nem q seja a maior besteira q vá ouvir, mas faça a sua parte, vc tbm um dia foi ouvido, elogiado, criticado, incentivado...


Meta-se na vida de cada indivíduo da sua família sem ser invasivo, mas saiba de detalhes, saiba de por menores. Um dia, esses detalhes, podem ser a única coisa q te resta pra contar pros seus...

Amar está ligado diretamente ao verbo perdoar e perdoar  faz bem a saúde pq resulta em sentimentos de paz, harmonia e felicidade. Já é fato constatado q o bem estar emocional e espiritual ajuda o corpo a produzir hormônios, anticorpos e vacinais naturais q reforçam o sistema imunológico, combatendo doenças e produzindo saúde




Exercitem o verbo família!

Pratiquem todos os dias e podem acreditar, faz um bem danado ser família, ter família, lembrar de família, amar a família, viver em família.


A todos os meus familiares presentes nesse pequeno mundo em que vivemos. 

Aos Pereiras, Tappes, Santos, Silvas, Oliveiras, Marias, Josés...