sábado, 16 de agosto de 2014

Geração “nem nem”. Nem tanto assim.



É assustador saber que 1 a cada 5 jovens , não estuda e nem trabalha, mas, ainda não sei o que é mais assustador: se é a falta de conteúdo desses jovens ou a falta do que fazer. Eles não viraram estatística sozinhos. Foram forjados por métodos educacionais de pais que, preocupados em dar tudo que é de bom e melhor aos filhos, pouparam alguns detalhes. Esquecerem certos valores. Esses mesmos pais que, quando crianças eram castigados ou simplesmente repreendidos pelos seus genitores quando batiam a porta do quarto, ou quando não chegavam a tempo do jantar em família, juravam que nunca iriam repetir tal ato com seus filhos. 

É certo, os tempos são outros. Hoje em dia mãe e pai trabalham fora para ter uma condição de vida melhor. Tem muitas mães virando pais, tem muitos filhos sendo criados por avós. Tem muitos filhos nem sendo criados... Crianças abrindo mão de estudo por não entender sua necessidade.  Meninas virando mães ao primeiro passo da puberdade, meninos fazendo filhos sem saber na verdade como se faz.    

Os jovens de hoje tudo têm, e se não tem, são automaticamente excluídos do seu meio social. É tão comum você se deparar com meninos, falando sobre jogos de X-Box (em média cada jogo se não pegar promoção sai em torno de R$ 200,00, sem falar no aparelho que sai por volta de R$ 1.600,00 dependendo do modelo), trocando mensagens pelo “whatsapp” ou falando de seus tablets.

Essa geração intitulada “nem nem” também ganha força e resposta positiva através do “Conselho Tutelar”, onde adolescente pode roubar, matar e é tratado como “menor”. Pode escolher seu representante num governo, mas não pode ser responsável pelos seus atos. Principalmente os criminais.

Fora esses fatos, existe a famosa “Lei da Palmada”. Os corretivos que, antigamente faziam efeito e tinham força na família e comunidade, são proibidos. Hoje mal se encosta em um menor e já bate a sua porta o Conselho Tutelar repreendendo pai ou o responsável.  

Outro aspecto desfavorável a essa geração: a escola. Nos dias de hoje, é raro um jovem sair do ensino fundamental com menos de 15 anos. Raro, esse mesmo jovem, saber fórmulas matemáticas, regras de acentuação e pontuação. Língua estrangeira? Só se fizer curso em escolas particulares de idiomas. Leitura em grupo? Produção textual? Técnicas de redação? Nem sabem o que é isso. É gritante o numero de professores afastados por motivos particulares, gritante o numero de alunos que passam sem saber coisa alguma, gritante o desrespeito de alunos com os professores, gritante o descaso do ensino. Um círculo vicioso, onde os jovens mal formados de ontem, hoje deformam seus filhos.

Em suma: sem estudo, sem emprego, sem perspectiva do amanhã, sem futuro, sem responsabilidade, sem educação, sem limites. Surge a geração “nem nem” ; nem estuda, nem trabalha, nem sonha, nem idealiza, nem projeta um futuro. Nem tem como.

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